Governo estuda acesso a crédito para pequenos empresários

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Preocupado com o impacto da crise para as pequenas empresas, o governo estuda medidas para tentar fazer com que o crédito chegue aos empresários. A equipe econômica discute ações como a liberação de mais recursos do compulsório e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para este segmento.

Uma das medidas em estudo é ampliar de R$ 120 mil ao ano para R$ 360 mil o faturamento das empresas que podem obter recursos do chamado microcrédito orientado, que tem taxas melhores e para o qual os bancos podem destinar até 2% dos chamados depósitos compulsórios (dinheiro que os bancos precisam obrigatoriamente depositar no Banco Central).

O valor dos empréstimos também pode subir de R$ 15 mil para R$ 30 mil por operação. Outra ação é estimular que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal coloquem mais recursos do FAT à disposição das micro e pequenas empresas. A ideia é ainda permitir que agências estaduais de desenvolvimento façam essas operações.

A intenção é reduzir o spread, já que atualmente grande parte destes empréstimos é feita com recursos do fundo captados pelo BNDES. “O spread ainda é muito alto, isso tem que ser resolvido com urgência”, afirma o presidente do Sebrae, Afif Domingos, que tem tido reuniões com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, para discutir algumas medidas.

Em janeiro, o governo anunciou um pacote de estímulo ao crédito que incluía a criação de linhas do BNDES para as pequenas empresas, mas a avaliação do setor é que elas não foram suficientes. Para Afif, a principal razão para os pequenos empreendedores não tomarem crédito não é a falta de demanda, mas sim as altas taxas de juros.

O presidente afirma que as oferecidas pelo BNDES estão em torno de 25% ao ano, mas que o setor acredita que os juros podem cair para 18% ao ano, se forem feitas mudanças, como o empréstimo direto pelos bancos repassadores com recursos do FAT. Essas medidas foram discutidas no mês de abril, na reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

De acordo com o presidente do colegiado, https://sites.google.com/view/instagramviewer Virgílio Carvalho, os 18 conselheiros querem buscar meios para que o mercado seja melhor irrigado com esses recursos. “Temos de incentivar os bancos”, disse. A Caixa informou que tem interesse em aumentar a captação com dinheiro do FAT, pois trata-se de um recurso com baixo custo e que permite o crescimento com manutenção e geração de novos empregos nas micro e pequenas empresas. O Banco do Brasil não se manifestou sobre o assunto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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