Demanda por investimento da micro e pequena empresa volta a crescer

CDL Santos sela parceria em comunicação para seus associados
19 de agosto de 2016
Editorial – Sem incertezas!
30 de agosto de 2016

investimentos-1Dados do Indicador de Propensão a Investir MPE do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a intenção de fazer investimentos por parte dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços subiu de 21,37 pontos em junho para 24,20 pontos em julho, uma alta de 13,2%. Apesar da alta mensal, o resultado ficou abaixo do observado em maio (25,22 pontos) e do pico da série histórica (32,06 em maio de 2015). Na comparação com julho do ano anterior, houve uma discreta melhora, quando o indicador marcou 22,54 pontos. Quanto mais próximo de 100, maior a propensão de investir; quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o resultado mostra que os empresários ainda estão receosos e, ainda que a confiança tenha tido uma melhora, isso não encorajou o investimento nos negócios. “Alguns indicadores macroeconômicos já dão mostras de que a pior fase da crise pode ter ficado para trás, mas a plena recuperação das condições econômicas e sociais ainda será lenta e gradual”, analisa. “Já vemos melhoras, mas os empresários ainda vão demorar a se sentir confiantes o suficiente para tomar crédito, fazer investimentos e comprometer o orçamento da sua empresa com dívidas de longo prazo à espera de um retorno no futuro”.

Em termos percentuais, 72,5% dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços não pretendem investir nos próximos três meses, sendo a principal razão a falta de confiança diante da crise (51,3%). Outros 29,0% dizem não ver necessidade de investir e 12,3% afirmam ter feito investimentos recentes. “Além do impacto da crise econômica, o aumento do custo do capital torna os empresários mais cautelosos diante da possibilidade de expandir seus negócios com investimentos”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Entre a parcela minoritária que pretende investir nos próximos 90 dias (20,9%), os investimentos prioritários serão a reforma ou ampliação da empresa (26,9%) a ampliação de estoque (25,7%) e investimentos em comunicação e propaganda (23,4%). Entre esses empresários, 72,5% relatam que o objetivo dos investimentos é aumentar as vendas e outros 8,4% dizem que é a adaptação à tecnologia. A principal fonte de recursos para esses empresários será o capital próprio, retirado da poupança e de investimentos financeiros (75,4%).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *