Cine Roxy: cinema santista, tradicional e inovador

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Premio ED 2016 (227)O único cinema de rua da região que resistiu às mudanças dos últimos tempos, o Cine Roxy é um grande empreendimento de sucesso, com a sua terceira geração nos negócios, que ainda tem muito espaço para crescer e inovar. Em entrevista ao CDL Santos em Revista, Antônio Campos Neto, mais conhecido como Toninho Campos, nos conta como foram essas mudanças e como se transformou no dono da maior rede de cinemas da Baixada Santista.

A transformação do Cine Roxy em 2003 conseguiu unir a tradição dos cinemas de rua e os novos modelos multiplex das grandes redes. Como foi essa mudança que hoje expandiu ainda o negócio para outras unidades?
Entendia que, para continuarmos atuando, precisávamos da reforma. Os cinemas em formato multiplex chegaram com muita força ao País. Busquei parceiros que possibilitaram transformarmos o cinema de rua que, de uma, passou a ter cinco salas. O Gonzaga é como um shopping a céu aberto e o público santista sempre gostou de frequentar seus cinemas. Modernizados, mantivemos e aumentamos nosso público.

Na sua opinião, o santista ainda tem o perfil de um bom consumidor cultural ou é necessário muita estratégia e marketing para atrair o público?
Santos sempre foi uma cidade com vocação cinematográfica. As pessoas gostam de ver filmes. Têm prazer de ir ao cinema. Logicamente com outras tecnologias e opções que foram surgindo, a indústria cinematográfica precisou se atualizar, se diferenciar. E com o mercado exibidor não foi diferente. É preciso ressaltar que, antes de tudo, é preciso ter um bom atendimento ao espectador. Por outro lado, há filmes que precisam ser trabalhados. Por isso realizamos pré-estreias de forma exclusiva. Temos um ótimo relacionamento com os distribuidores. Com tanta informação circulando, nas redes sociais e na imprensa convencional, é preciso ter ideias diferentes, oferecer alternativas. E acredito estarmos no caminho certo nesse sentido. Sou muito grato a Santos e, com o Roxy, procuro retribuir da melhor forma possível esse carinho do município. Sempre que nos procuram para lançamentos de produções locais buscamos atender.

Parcerias que concedem descontos, como essa que iniciamos em 2017 com Cine Roxy e a CDL Santos, estimulam mais o público?
É notável um perfil diferente que passa a frequentar as salas de cinema? Com certeza estimulam. Há muitos anos oferecemos parcerias que possibilitam para o cidadão a ida ao cinema, desenvolver esse costume.

Hoje o Cine Roxy é mais do que um cinema, é uma ferramenta cultural da Baixada Santista, com atrações de humor, transmissão de eventos esportivos e culturais ao vivo, abertura de festivais e etc. Essa atuação além das telas de cinema como forma de ocupação do espaço cultural é rentável ou mais uma forma de unir os públicos e prestigiar as diversas artes?
A digitalização e a alta definição abriram uma série de possibilidades. Além dos filmes, exibições de espetáculos e modalidades esportivas nas telonas viraram uma experiência imersiva, de encantamento, que colocam o espectador muito próximo ao seu ídolo, seu time de coração. Ir ao cinema é um momento de compartilhamento, quando as pessoas encontram seus iguais. Hoje as pessoas podem experimentar esses momentos não só nos filmes.

Como é representar o único cinema de rua de Santos sobrevivente e completar 83 anos de empresa? Qual é a expectativa para o futuro?
Tenho muito orgulho do legado deixado por meu avô e meu pai e, junto à minha equipe, procuramos proporcionar ao santista a melhor experiência cinematográfica. É minha vida, minha missão, uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, algo que amo fazer. A expectativa para o futuro é seguir fazendo o que acreditamos.

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