A arte das chaves e fechaduras com quase um século de tradição

Viaje para as Serras Gaúchas com a CDL Santos e a CVC do Centro
13 de julho de 2016
Fotógrafo santista faz retratos à moda antiga no Centro Histórico
14 de julho de 2016

magentaHá um ano do centenário o Chaveiro Magenta é um exemplo de empreendimento familiar consolidado, com a verdadeira tradição do ofício que passa de pai para filho, para netos e até para bisnetos. A arte das chaves e fechaduras iniciou na família, em agosto de 1917, pelas mãos do linotipista (operador de antigas máquinas tipográficas, usadas em grandes jornais), João Eugênio Magenta.

Com histórias lendárias, que envolvem a abertura de cofres de grandes empresas, cujo desfecho foi um grande exemplo de negociação das primeiras décadas do século 20, o fundador do chaveiro mais tradicional da Cidade de Santos e seus herdeiros, fizeram deste ofício um empreendimento de sucesso. O primeiro sucessor, Eugênio Magenta, foi considerado em 2002 o melhor chaveiro do Brasil, pela renomada empresa do ramo, a Papaiz.

Os segundos sucessores, João e Jonas, ampliaram os negócios da família com a Serralheria Magenta. Jonas, que herdou a aptidão de chaveiro de seus antecessores, após 99 anos, juntamente com seus filhos Jonas e Gabriel, mantém a tradição e a credibilidade do comércio familiar.

Em entrevista ao CDL em Revista, Gabriel Magenta, aos 25 anos, conta como é administrar um empreendimento de quase 100 anos, com 20 funcionários, sendo que cerca de cinco deles, com mais de 25 anos de empresa.

Ter um negócio de quase 100 anos, que passa de geração em geração, ainda é valorizado no mercado atual?
Tem gente que acha que a tradição vai ficando para traz e que os mais novos não se interessam pela história. Eu acredito que não. Eu vejo cada vez mais o resgate de valorização de empresas antigas pela nossa geração, de querer conhecer a cultura do local e das empresas. Por isso que eu também me interessei bastante pela história da minha família. É muito legal ver avós trazendo seus netos, para fazer um serviço para o carro ou para casa, e contarem a eles que conheciam meu avô. Além de ser emocionante fazer parte desta história, a nossa tradição também agrega valor aliada ao bom preço, qualidade no serviço e novas tecnologias e assim conseguimos um diferencial na disputa do mercado.

Como vocês trabalham a tradição da profissão e da loja com a tecnologia?
Muitos pensam que é um setor de pouca inovação, pelo fato das chaves e fechaduras existirem no mesmo formato há milênios. Porém, nos últimos anos estamos vendo a segurança digital chegar com força e cada vez mais acessível, como as fechaduras biométricas. O setor automotivo também sofreu uma mudança radical nos últimos 10 anos e tivemos que nos adaptar para atender os clientes e crescer no mercado. Acredito que a tradição e a tecnologia aqui andam juntas e em harmonia, com certeza.

Quem decidiu dar continuidade nos negócios da família o destino ou a aptidão?
Meu irmão e eu temos histórias diferentes, mas que se encontraram no mesmo lugar, aqui no negócio da família. O Jonas começou a trabalhar a vivenciar no dia-a-dia da loja mais cedo e hoje, além de exercer a profissão de fotógrafo, é um ótimo chaveiro. Eu acabei me formando em outra área, cheguei a trabalhar em algumas empresas em SP e nos EUA, mas enxerguei que realmente deveria aprender e me dedicar ao Chaveiro para dar continuidade à essa bela história.

Qual a importância da CDL Santos nos negócios da família?
A parceria da CDL para o nosso negócio é muito importante, pois temos uma relação de confiança estabelecia há 16 anos. Sempre que precisamos de um auxílio junto ao poder público, ou para os nossos funcionários, com benefícios, com seguros ou qualquer dúvida que surja no dia a dia, contamos com a consultoria da CDL Santos. Além de ter a possibilidade, por meio dos eventos, de sempre estar em contato com os outros lojistas da Cidade, que sempre é muito proveitoso para fazer novos negócios e parcerias.

E o legado continua por mais 100 anos?
Acredito que se perguntassem isso ao meu bisavô, logo depois que ele começou a empresa em 1917, ele nunca imaginaria que estaríamos hoje aqui, dois jovens continuando esse legado e completando 100 anos de história. Então sou obrigado a acreditar que sim! (risos) Mesmo que daqui há 100 anos não existam sequer chaves dentro de um chaveiro, sempre haverá demanda por um profissional competente para zelar e reforçar a segurança dos cidadãos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *